terça-feira, 31 de maio de 2011

segunda-feira, 30 de maio de 2011

CURIOSIDADES SOBRE A PETIÇÃO, UMA SEMANA PASSADA

Boa noite.
Nesta 2ª feira (já é 3ª, mas enfim...) completou-se uma semana sobre o lançamento da Petição Pública Nacional. Algumas curiosidades.
Os emails de divulgação (4, devido ao número de endereços) saíram entre as 8h59 e as 9h03.
A primeira pessoa a disponibilizar-se para dinamizadora local da Petição Pública Nacional, foi a Maria João Lomba, da Escola Secundária Leal da Câmara/Rio de Mouro, logo às 10h25. Seguiram-se a Madalena Mota, da Escola Secundária do Pinhal Novo, e o António Costa e a Isabel Venâncio Alves (minha colega de curso e de estágio), da Escola Secundária de Jorge Peixinho, no Montijo.
A primeira Escola/Agrupamento a enviar as assinaturas, foi o Agrupamento de escolas de Sacavém e Prior Velho, no dia 25 de maio.
A Escola que enviou mais assinaturas, foi a Escola Secundária Ferreira Dias (25), do Cacém.
Temos recolhidas 142 assinaturas. Faltam 3858 assinaturas.
Há uma série de agradecimentos pessoais que deveriam ser feitos - são efectuados "em espírito", sem nomes.
Ainda agora começámos, falta muito. Mas vale a pena.
Abraço. Sérgio Claudino

A PETIÇÃO EM MARCHA…

Recebemos a ficha de assinaturas da seguinte Escola:

Escola Secundária Ferreira Dias (25)


O nosso Obrigado!

A PETIÇÃO EM MARCHA…

Recebemos a ficha de assinaturas das seguintes Escolas:

Escola Secundária de Santa Maria (6)

EBI de Marinhas do Sal (4)


O nosso Obrigado!

A PETIÇÃO EM MARCHA…

Recebemos a ficha de assinaturas do seguinte Agrupamento:

Agrupamento de Escolas de Vale do Alva (2)


O nosso Obrigado!

domingo, 29 de maio de 2011

A PETIÇÃO EM MARCHA…

Recebemos a ficha de assinaturas da seguinte Escola:

Escola Básica e Secundária de Machico (9)

O nosso Obrigado!

A PETIÇÃO EM MARCHA…

Recebemos a ficha de assinaturas da seguinte Escola:

Instituto Educativo do Juncal (8)


O nosso Obrigado!

Carta enviada aos principais partidos políticos representados na Assembleia da República (PS, PSD, CDS/PP, PCP, BE)

Exmo. Sr.

Secretário Geral/Coordenador do....

Um grupo de professores e de associações sócio-profissionais de Geografia e de História, dando eco à preocupação de muitos docentes portugueses, lançaram a 23 de maio p.p. uma Petição Pública Nacional, a subscrever pelos professores daqueles dois grupos disciplinares. Esta Petição tem por objetivo levar a Assembleia da República a discutir e a modificar o regime de formação inicial dos professores das duas disciplinas, do 3º ciclo do ensino básico e do ensino secundário, consagrado no Regime Jurídico para a Docência na Educação Pré-Escolar e nos Ensinos Básico e Secundário (Decreto-Lei nº 43/2007, de 22 de fevereiro, nº 11 do Anexo). Aí se determina a unificação da formação inicial dos professores das disciplinas de Geografia e de História, no Mestrado em Ensino de História e de Geografia para o 3º ciclo do ensino básico e ensino secundário, a que podem aceder licenciados com uma formação muito limitada nestas áreas –o que implica uma diminuição da qualidade da formação inicial docente, que atingirá dois grupos de docência do atual modelo do sistema de ensino e terá, certamente, graves consequências para a qualidade do ensino.

Assim, no âmbito de um conjunto de iniciativas de que somos responsáveis como promotores da petição Por uma formação autónoma dos professores de Geografia e História. Por uma formação inicial de qualidade”, gostaríamos de reunir com os responsáveis do ******* pela área da Educação, a fim de expormos os razões que nos levam a defender a revogação do Decreto-Lei nº 43/2007, no que se refere à instituição do grau de Mestre em Ensino de História e de Geografia e às condições de acesso ao mesmo, e sensibilizar o ****** para a nossa proposta alternativa, de criação do Mestrado em Ensino de História e do Mestrado em Ensino de Geografia.

Confiantes no melhor acolhimento de V. Exa. a este nosso pedido de reunião, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos.

Lisboa, 27 de maio de 2011

Os primeiros subscritores da Petição Pública Nacional

Sérgio Claudino, IGOT, Universidade de Lisboa (Geografia), telemóvel 918444590

Maria Leonor Carvalho, AE de Frei Estevão Martins/Alcobaça (História)

António Fernando Silva, AE da Quinta do Conde (Geografia)

Miguel Barros, Escola Secundária c/ 2ª e 3º ciclos de Passos Manuel/Lisboa (História)

Emília Sande Lemos, presidente da Associação de Professores de Geografia

Raquel Pereira Henriques, presidente da Associação de Professores de História

             Margarida Pereira, presidente da Associação Portuguesa de Geógrafos
             Gilda Dantas, Associação Insular de Geografia

sábado, 28 de maio de 2011

A PETIÇÃO EM MARCHA…

Recebemos a ficha de assinaturas das seguintes Escolas/Agrupamentos:

Agrupamento de Escolas de Cinfães / Eb 2,3 General Serpa Pinto (10)

O nosso Obrigado!

Seguidores

Por uma razão que nos é alheia (e que se verifica comum a vários espaços 'blogspot') a aplicação 'Seguidores' está temporariamente inactiva.
Esperemos que recupere depressa, pois é muito bom visualizar - assim que se abre o blogue - quem nos segue.

«Follow that blog!»

Petição - 5 Dias úties

Mesmo muito úteis!

Para além do balanço pormenorizado, da autoria de Sérgio Claudino, publicado no post anterior, quero congratular-me pessoalmente e agradecer a todos os que, por este país fora, estão a dinamizar a Petição, a caminho das 4000 assinaturas de Professores de História e Geografia.

Continuamos a nossa luta em prol da Qualidade da Educação.

Obrigada.

Leonor Carvalho

INFORMAÇÕES - 28 de Maio (Enviada por correio electrónico)

Petição Pública Nacional “Por uma formação autónoma dos professores de Geografia e História. Por uma formação inicial de qualidade” - Informações

Car@s colegas

Este email refere-se ao desenvolvimento da Petição Pública Nacional e é enviado aos colegas de Geografia, mas também aos de História, com quem recentemente tomei contacto, no âmbito da Petição Pública.
1. A Associação Insular de Geografia, sediada na Madeira, disponibilizou-se logo aquando do lançamento da Petição, no começo da semana, para colaborar na sua divulgação e recolha de assinaturas na Região Autónoma - colaboração que aceitámos, naturalmente, com muito gosto. Convidámos a sua presidente, Gilda Dantas, a integrar os primeiros subscritores da Petição, o que foi aceite.
2. Enviámos, ontem, uma carta aos secretários-gerais dos principais partidos representados na Assembleia da República, pedindo para sermos recebidos, a fim de apresentarmos as razões da nossa Petição Pública e as nossas propostas alternativas quanto à formação inicial de professores (criação do Mestrado em Ensino da História e do Mestrado em Ensino da Geografia). O Partido Comunista Português já respondeu afirmativamente e ficámos de acertar uma data.
3. Na próxima 3ª feira, dia 31 de maio, realiza-se na Escola Secundária Alfredo dos Reis Silveira, na Torre da Marinha/Seixal, uma sessão de divulgação e debate da Petição Pública Nacional (obrigado Ana Paula!). Raquel Henriques, presidente da Associação de Professores de História, e eu próprio estaremos presentes. Terá começo às 17 horas.
4. Aqui vão os links para os sites de divulgação das várias associações que participam nesta Petição:
Associação de Professores de Geografia
http://www.aprofgeo.pt/moodle/
Associação de Professores de História
http://www.aph.pt/destaque/index2.html
Associação Portuguesa de Geógrafos
http://www.apgeo.pt/
Associação Insular de Geografia
http://www.aigmadeira.com/archives/1602
5. No blogue da nossa Petição, em http://www.peticaoautonomiahistoriageografia.blogspot.com/ (coloquem-no nos vossos favoritos!) temos links de acesso (obrigado Pedro Ferraz, qualquer dias és um geógrafo e historiador “honoris causa”!) ao blogue do conhecido Ramiro Marques, em que este comenta (e apoia) a nossa Petição Nacional de Geografia e História, num texto intitulado “Argumentos a favor da autonomia da formação dos professores de História e de Geografia”. Vale a pena ler.
No nosso blogue, acedemos igualmente ao Blogue “Professores Lusos”, onde é dada igualmente grande atenção a esta Petição Pública Nacional – com um agradecimento particular a Cipriano Teixeira (que se reparte entre Tavira e o AE de Mértola), que para aí ajudou a “transportar” a Petição Pública e tem constituído um impulsionador da Petição pelos Algarves mas, também, pelo restante país.
6. A nossa página do Facebook, “Autonomia História e Geografia (Petição Nacional)”, disponível em http://pt-pt.facebook.com/people/Autonomia-Hist%C3%B3ria-E-Geografia/100002461516586?sk=wall já tem 73 aderentes. Mas pode e deve ter muitos mais! Faço um apelo para que aqueles que já possuem as suas páginas façam um pedido de amizade (e a Leonor Carvalho, do outro lado, responde logo que sim!). É uma forma fácil de comunicarmos entre nós, o que nos dá força. Também poderá estimular alguns de nós a irmos criando as nossas próprias páginas.
7. Vão-nos chegando alguns comentários/testemunhos sobre a Petição Pública, que não tomamos a liberdade de publicitar, pelo seu carácter pessoal. Apelo a que os partilhem no Blogue (enviem para o email da Petição) ou no Facebook.
8. Sobre a divulgação da Petição Nacional. Eu não sou especialista do assunto, mas provavelmente esquecemo-nos de desafiar algum colega a analisar a difusão da Petição Nacional. Tenho tomado a liberdade de ir ligando para algumas escolas, designadamente de capitais de distrito (os distritos ainda existem!), tenho telefonado para colegas que conheço melhor ou pior, etc. Escolas de Lisboa, junto à minha casa, podem ignorar de todo a Petição (cada vez menos…) e colegas e Escolas a centenas de quilómetros estão perfeitamente informados (graças à divulgação directamente associada à Petição, mas também ao trabalho de divulgação das Associações, naturalmente). De qualquer das formas, renovo o pedido de divulgação da Petição junto de colegas de Geografia e de História de que tenhamos contacto.
9. Dito isto, a Petição está a ter um grande sucesso e, como podemos ler no Blogue e no Facebook (obrigado António Fernando!), na 6 feira já tínhamos assinaturas de peticionantes de dez instituições diferentes, quando a Petição Nacional foi lançada na 2ª feira. Temos 78 assinaturas, pelo já só faltam 3922 assinaturas!
Isto dito, não há pressa, mais vale recolher as assinaturas todas possíveis, primeiro, e depois enviá-las. Se me é permitido o exemplo pessoal, eu próprio já tenho 30 assinaturas do IGOT-UL e só as entregarei quando me parecer que já recolhi todas as possíveis.
10. A maioria dos colegas está a enviar a Petição por email (folhas digitalizadas), mas cada um fará como lhe parecer melhor.
11. Um último apelo, para divulgação junto de entidades com quem tenham contacto privilegiado, meios de comunicação local, etc. É importante, até porque não é fácil acedermos aos meios de comunicação nacional, se não se sentir que há por ái um certo sururu...
12. Junto de novo o ficheiro do texto da Petição e de recolha de assinaturas, por precaução.

Um abraço.

Sérgio Claudino

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A PETIÇÃO EM MARCHA…

Já recebemos fichas de assinaturas das seguintes Escolas/Agrupamentos:

Agrupamento de Escolas da Quinta do Conde (7)
Agrupamento de Escolas de Mértola (12)
Agrupamento Vertical de Escolas Arqueólogo Mário Cardoso (10)
Escola Básica 2,3 Miguel Torga (13)
Escola Básica e Secundária da Madalena do Pico (7)
Escola Básica Integrada Patrício Prazeres (6)
Escola EB 2, 3 de Alembrança (2)
Escola Secundária de Romeu Correia (5)
Escola Secundária de Sacavém / Agrupamento de Escolas de Sacavém e Prior Velho (15)
FLUP (1)


O nosso Obrigado!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Professores Lusos

O blogue Professores Lusos deu destaque à nossa petição e já regista comentários de apoio.

Para seguir, aqui:
http://profslusos.blogspot.com/2011/05/peticao-publica-nacional-por-uma.html

ProfBlog

O ProfBlog destaca hoje a nossa petição.

"Está a circular na Internet e nas redes sociais uma Petição Nacional Por Uma Formação Autónoma de Professores de História e Geografia.
(...)
Chamei a atenção para os erros contidos no decreto-lei 43/2007 num artigo que publiquei meses depois da publicação do diploma no Diário da República. Passados quatro anos, é altura de corrigir os erros."



Para ler, na íntegra, aqui:
http://www.profblog.org/2011/05/argumentos-favor-da-formacao-autonoma.html#more

SESSÃO DE DIVULGAÇÃO / ESCLARECIMENTO

No próximo dia 31 de maio, 3ª feira, às 17 horas, na Escola Secundária Alfredo dos Reis Silveira/Torre da Marinha/Seixal, vai decorrer uma sessão de divulgação da Petição Pública Nacional "Por uma formação autónoma dos professores de Geografia e História. Por uma formação inicial de qualidade". Participação do Dr. Sérgio Claudino e a Dra. Raquel Henriques, presidente da Associação de Professores de História.
Estão convidados todos os que quiserem/puderem participar.

Linha de FAX já está operacional.

AVARIA NA LINHA DE FAX

LINHA de FAX: Por motivos técnicos alheios à nossa vontade, a linha de Fax tem estado inactiva ou com um funcionamento muito deficiente. Esperamos ter o problema resolvido dentro de duas horas.
A todos os colegas que tentaram enviar documentos por este meio, solicitamos que renovem essa tentativa.
Obrigado
AFSilva

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A Nossa Petiçao em plena força na Região Autónoma da Madeira - Associação Insular de Geografia

Na Região Autónoma da Madeira, a Associação Insular de Geografia colabora com esta iniciativa enquanto dinamizador local, promovendo a recolha do maior número possível de assinaturas. Nesse sentido, faremos chegar a Petição a todos os Delegados de Geografia e História das escolas de 3º Ciclo e Ensino Secundárioda da região e procederemos à recolha da mesma.
Mais informações em www.aigmadeira.com
Ilidio Sousa através de Autonomia História E Geografia

Mensagem

Car@s colegas

1.Gostaríamos de colocar, neste Blogue, links para as páginas das Escolas que colocaram nas respectivas páginas a Petição Pública Nacional de História e de Geografia. Precisamos que nos enviem os vossos endereços.

2. Precisamos muito de saber em que escolas está a decorrer a Petição, até para contactar aquelas em que o mesmo não sucede. Por favor, dêem-nos essa informação para form.qualidade.historia.geografia@gmail.com ou para o meu próprio email sergio@campus.ul.pt

3. Um professor com o Mestrado em Geografia e História pode assinar a Petição? Claro que sim. O que indica na respectiva área de formação? Pode indicar H/G ou aquela em que tiver formação maioritária.

4. Um professor universitário dos cursos de Geografia ou de História, formado noutra área (Arquitectura, Direito…) pode assinar a Petição? É discutível. No entanto, na dúvida, como não tem formação em História ou em Geografia, sugiro que não assine.

5. Aproveito para dizer que no próximo dia 31 de maio, pelas 17 horas, vai decorrer uma sessão de divulgação da Petição na Escola Secundário Alfredo dos Reis Silveira, na Torre da Marinha/Seixal, aberta a quem desejar participar, claro.

Um abraço.

Sérgio Claudino

Mensagem de divulgação

Car@s colegas
A 23 de Maio de 2011 foi lançada a Petição Pública Nacional “Por uma formação autónoma dos professores de Geografia e História. Por uma formação inicial de qualidade”. Com ela, pretende-se a substituição do actual modelo de formação inicial de professores de Geografia e de História, para o que se pede a colaboração activa de cada um de vós.
Para que esta Petição Pública suba ao Plenário da Assembleia da República, tem de ter pelo menos 4000 assinaturas de professores de História e de Geografia – o que só se conseguirá com uma mobilização nacional.
Como vários saberão, neste momento há uma formação conjunta de professores de Geografia e de História, no “Mestrado em Ensino da História e da Geografia”, que tem a duração de dois anos. A profissionalização que no passado era direccionada para uma única disciplina, agora é dirigida para duas disciplinas – o que significa uma maior dispersão, naturalmente.
O mais grave, contudo, são as condições de acesso a este Mestrado.
Actualmente, um ano lectivo corresponde a 60 ECTS. De acordo com o Decreto-lei nº 43/2007, para se aceder ao mesmo Mestrado em Ensino de História e de Geografia, basta ser-se licenciado (em qualquer área, pode não ser em História ou Geografia) e possuir-se uma formação de 120 créditos em História e Geografia, pelo menos de 50 créditos em qualquer uma destas áreas. No Mestrado, o futuro professor de Geografia e História pode frequentar uma ou duas cadeiras destas áreas.
Assim, para se ser professor de História e de Geografia, do 7º ao 12º ano, basta ter uma formação científica específica de 2 anos e menos de 1 ano de formação numa destas áreas; na melhor das hipóteses, caso tenha a sua licenciatura em Geografia ou em História (no modelo misto que agora se criou), os futuros professores terão uma formação de 3 anos, com 2 anos de História e 1 de Geografia ou vice-versa. Antes, é bom lembrar, era necessária uma formação científica específica de 3 ou 4 anos, para se ser professor de apenas uma destas disciplinas.
Não podemos ser bons professores do que aprendemos apressadamente.
Não está em causa o esforço dos alunos, dos orientadores cooperantes e dos professores do Mestrado em Ensino de História e Geografia – entre os quais me incluo. Mas é uma vergonha, tanto para a Geografia como para a História, que os professores destas disciplinas passem a ter uma formação tão escassa. É um sinal de desvalorização pública e institucional destas disciplinas e uma contradição em relação aos discursos públicos sobre a qualidade do ensino. Proclama-se a melhoria da qualidade do ensino e depois dá-se um pontapé na formação inicial de professores? Que contradição! Além disso, se continuam a existir um grupo de docência de Geografia (420) e outro de História (400), não se justifica esta formação conjunta – a menos que exista alguma intenção, não assumida, de integração destas disciplinas.

Perante este ataque às disciplinas de Geografia e de História, instituíram-se como promotores desta Petição Pública e seus primeiros subscritores: eu próprio (IGOT- Universidade de Lisboa); Maria Leonor Carvalho, AE de Frei Estevão Martins/Alcobaça (História); António Fernando Silva, AE da Quinta do Conde (Geografia); Miguel Barros, Escola Secundária c/ 2ª e 3º ciclos de Passos Manuel/Lisboa (História); Associação de Professores de Geografia, Associação dos Professores de História, Associação Portuguesa de Geógrafos.
O que pretendemos? Que a legislação actual seja alterada, no sentido de se criar o Mestrado em Ensino de Geografia e o Mestrado em Ensino de História, à semelhança do que existe em relação a outras disciplinas.
Neste blogue, estão disponíveis três ficheiros:
a) O texto da Petição Pública Nacional
b) Um resumo, numa página, do conteúdo da Petição (“Divulgação”)
c) A ficha de recolha de assinaturas, a entregar na Assembleia da República.
Em termos práticos, o que se pede?
1.Que divulguem a Petição Pública Nacional a todos os vossos colegas de Geografia e de História, os da vossa Escola, mas também àqueles que se encontram noutras Escolas e noutras regiões.
A totalidade dos professores de Geografia e de História portugueses, de todos os graus de ensino, devem poder aderir a esta Petição Pública – e não há razão nenhuma para não a assinarem.
Se, por algum motivo, preferirem enviar-me os emails de outros colegas, para que eu próprio os contacte, poderão fazê-lo.
2. Para além dos professores destas disciplinas dos 3º ciclo do Básico e do Secundário, os professores do Grupo Português e Estudos Sociais/História, do 2º ciclo, que sejam licenciados em História, podem assinar a Petição Pública Nacional. Esta pode também ser subscrita pelos professores diplomados em História ou em Geografia que se encontrem no Ensino Especial, no 1º ciclo ou a leccionar outras disciplinas; por último, podem ainda assinar a Petição os professores reformados de História ou de Geografia. Porque queremos a autenticidade desta Petição, ela não deve ser assinada por professores de outras áreas disciplinares (mas não excluímos a hipótese de, por outra forma, estes colegas nos virem a demonstrar a sua solidariedade).
3. Em cada Escola/Agrupamento, é útil existir 1 ou 2 dinamizadores da Petição. Seria bom recebermos o nome dos dinamizadores locais
em form.qualidade.historia.geografia@gmail.com
4. É importante afixar no placard da Escola o texto da Petição Pública nacional, o folheto de Divulgação, recolher as assinaturas dos colegas de Geografia e de História e, claro, enviarem-nos as mesmas para o Apartado Postal, para o nº de fax ou para o email indicados (depois de digitalizada a página).
Na folha de recolha de assinaturas da Petição, a 1ª coluna, sombreada, não deverá ser preenchida – servirá para numerarmos todos os peticionantes, quando concluída a Petição. É importante escrevermos o nosso nome completo.
Convidamos, ainda, cada colega a partilhar da Petição Publica Nacional através do Facebook, em Autonomia História E Geografia (Petição Professores)
Sabemos que esta Petição Pública Nacional vai demorar alguns (poucos) meses. Confiamos no sucesso desta empreitada colectiva, pois nada é mais justo do que acabar com este infeliz modelo de formação inicial de professores de História e de Geografia.
Um abraço.
Sérgio Claudino

domingo, 22 de maio de 2011

O Texto Integral da Petição

Exmº Senhor
Presidente da Assembleia da República
Os professores de Geografia e História subscritores desta Petição Pública Nacional solicitam à Assembleia da República a revogação do nº 11 do Anexo do Decreto-Lei nº 43/2007, de 22 de fevereiro, que aprova o Regime Jurídico para a Docência na Educação Pré-Escolar e nos Ensinos Básico e Secundário, onde se determina que o grau de mestre em Ensino de História e de Geografia constitui habilitação profissional para a docência das disciplinas de História (Grupo de Recrutamento 400) e de Geografia (Grupo de Recrutamento 420). Em sua substituição, pedem que a habilitação profissional para a disciplina de História passe a ser concedida pelo grau de mestre em Ensino de História e que a habilitação profissional para a disciplina de Geografia seja concedida pelo grau de mestre em Ensino de Geografia.
Na discussão pública do Regime Jurídico, a unificação da formação inicial dos professores de Geografia e de História foi fortemente contestada por professores e instituições sócio-profissionais e académicas representativas. Até então, a formação inicial destes docentes para o 3º ciclo do ensino básico e para o ensino secundário era efetuada nas universidades através de um percurso de formação de 5 anos (seguindo o modelo da licenciatura em ensino) ou de 6 anos (licenciatura de 4 anos e ramo de formação educacional de 2 anos), em Geografia ou em História. Nestes percursos, cerca de dois anos eram de formação em Ciências da Educação e Didática, pelo que a formação científica específica, em Geografia ou em História, era aproximadamente de 3 ou 4 anos, conforme se tratasse do primeiro ou do segundo modelo.
Com o Processo de Bolonha, passou a ser exigido o nível de Mestrado para a habilitação profissional para a docência, o que é justificado pelo “esforço de elevação do nível de qualificação do corpo docente com vista a reforçar a qualidade da sua preparação e a valorização do respetivo estatuto sócio-profissional.”[1].  
O regime jurídico aprovado em 2007 determina a unificação da formação inicial dos professores das disciplinas de Geografia e de História, no Mestrado em Ensino de História e de Geografia. Ao mesmo Mestrado podem aceder todos os licenciados com um mínimo de 120 créditos no conjunto das duas áreas disciplinares e nenhuma com menos de 50 créditos (Referência 11 do Anexo).
Um semestre totaliza 30 unidades de crédito e uma unidade curricular semestral mobiliza, habitualmente, 6 créditos. Assim, pode ingressar no Mestrado em Ensino de História e de Geografia, que habilita para a docência, em simultâneo, de ambas as disciplinas, qualquer licenciado que possua apenas 2 anos de formação universitária em Geografia e em História (120 créditos), podendo ter numa das áreas uma formação inferior a um ano (50 créditos). Na melhor das situações, os diplomados que ingressem neste Mestrado com os cursos de licenciatura entretanto criados para o efeito, terão cerca de 2 anos de formação numa das áreas (major) e um ano de formação na segunda área disciplinar (minor). Esta formação científica específica será complementada no próprio Mestrado com uma ou, no máximo, duas unidades curriculares semestrais (Formação na Área da Docência). 
Não está em causa o esforço e empenho dos alunos e professores que, nas universidades, presentemente participam no modelo de formação inicial imposto em 2007 (alguns dos quais promovem esta Petição Pública). Mas será possível ser-se bom professor de Geografia ou bom professor de História, ficar-se habilitado a lecionar qualquer uma das duas disciplinas, do 7º ao 12º ano, com uma formação académica disciplinar de apenas 1 ou 2 anos? Seguramente que não!
Não se pode ensinar bem em áreas de que se tem uma formação escassa. O presente modelo de formação inicial é atentatório da dignidade das disciplinas de Geografia e de História e do próprio ensino, mais em geral. Em Portugal, a desvalorização dos professores e da própria educação está, invariavelmente, associada a uma “simplificação” da formação inicial. Infelizmente, no Decreto-Lei nº 43/2007 não é apresentada qualquer justificação para a unificação da formação inicial dos docentes de Geografia e História, nem se conhecem quaisquer explicações públicas dos responsáveis por esta decisão. Sublinhe-se, ainda, o desfasamento entre este modelo de formação e o funcionamento do sistema escolar: os grupos de recrutamento de docentes são autónomos e lecionam disciplinas diferentes.
Na Petição/Manifesto “História, democracia e desenvolvimento”, da iniciativa da Direção da Associação dos Professores de História e de outras entidades, entregue na Assembleia da República em 14 de março de 2011, e no Parecer “Alterações Curriculares – 3º Ciclo”, da Associação de Professores de Geografia, datado de 10 de julho de 2010, as duas Associações manifestaram a sua preocupação com o atual modelo de formação inicial dos professores de História e de Geografia, fazendo referências explícitas ao Decreto-Lei nº 43/2007.
Com a presente Petição, os professores de Geografia e de História pretendem retomar a autonomia da formação inicial, indispensável para garantir a qualidade da formação inicial dos grupos de docência a que pertencem. Naturalmente, deverão ser salvaguardados os direitos dos docentes recém-habilitados ou que se venham a profissionalizar com o Mestrado em Ensino de História e de Geografia e que poderão optar por lecionar uma ou outra área disciplinar.
Os professores portugueses de Geografia e de História, diplomados numa destas áreas e docentes em qualquer grau de ensino, unem-se nesta Petição Pública Nacional, que testemunha tanto a sua oposição a medidas avulsas e atentatórias da qualidade da formação e dignidade profissionais como o seu empenho na construção de uma educação de qualidade.
Confiamos na melhor atenção e no devido acolhimento do Sr. Presidente da Assembleia da República e dos senhores deputados a esta Petição Pública Nacional.

Sérgio Claudino, IGOT, Universidade de Lisboa (Geografia);
Maria Leonor Carvalho, AE de Frei Estevão Martins/Alcobaça (História);
António Fernando Silva, AE da Quinta do Conde (Geografia);
Miguel Barros, Escola Secundária c/ 2ª e 3º ciclos de Passos Manuel/Lisboa (História);
Emília Sande Lemos, presidente da Associação de Professores de Geografia
Raquel Pereira Henriques, presidente da Associação de Professores de História
Margarida Pereira, presidente da Associação Portuguesa de Geógrafos


[1] Diário da República, 1ª Série, nº 38, de 22 de fevereiro de 2007, p. 1320.